terça-feira, 25 de agosto de 2009
O voo do rinoceronte branco!
O "causo" em questão ocorreu a mais ou menso um mês atrás, em São Paulo no show da banda norte americana de hardcore/metal Hatebreed na casa de shows do ABC paulista Espaço Lux. A casa por fora não aprentava ser grande coisa, vide a quantidade de musgo horrivel que germinava na calçada e a faxada do lugar, semelhante a faxada da mansão da famila Adamns (só faltou o Tropeço de manobrista). Mas ao adentrar o recinto em questão a conversa era outra: Puta estrutura do caralho, som otimo e ambiente classe A para o que se seguiria, muito som porrada e adrenalina.
Quem me conhece sabe o quão passional eu sou em relação a musica, por tanto não consigo esconder minha empolgação quando uma banda que eu gosto muito esta prestes a destruir um palco, fico mais feliz que pinto no lixo (essa expressão é tão legal, gostaria de saber ao certo o que ela quer dizer..), pulo, berro, canto junto até quando eu não sei a letra direito e, é claro como todo bom headbanger, bato cabeça e entro nos mosh pits da vida.
E pra completar a desgraça toda, o show do Hatebreed seria aberto por duas grandes bandas nacionais: Clearview e o Endrah. O Clearview era uam total novidade pra mim, pois nunca tinha ouvido falar da banda até então. Os caras já mostraram logo de cara o que ia vir por ai, abrindo a apresentação com a clasica intro de "we gotta know" do Cro-mags banda seminal do hc nova iorquino. Mandaram uma sonzera própria atrás da outra sem tempo pra respirar e logo foram conquistando a galera ainda meio cética, incluindo eu mesmo com um som que por diversas vezes me lembrou o Strife e o 25 TA LIFE. Mas logo estava no meio da galera aprendendo uns movimentos novos do mosh pit paulista. Me senti no meio de um clip do Sick of it all! E cabe aqui um adendo: no começo da apresentação do Clearview o vocalista avisou que os stage dives estavam proibidos durante toda noite por ordens expressas da casa. E ordens expressas devem ser quebradas!! Findada a apresentação do Clearview, com um intervalo de uns 20 min mais ou menos sobe ao palco o Endrah. O Endrah eu ja conhecia de outros carnavais, acompanho a trajetória da banda e até o disco dos caras eu ja tinha, ou seja, mosh pit duranet quase todo show. Os caras destruiram tudo e abriram os portões para os primeiros stages dive da noite que, que foram severamente punidos pelos seguranças da casa, que poderiam ser descritos como um misto de jagunços com lordes ingleses, que mesmo com os terninhos engomados e sapatos engraxados nem pestanejavam ao grudar a molecada que tentava dar um stage dive pelo cu-da-carça e despejar pra fora do Espaço Lux. Prefiri ficar na minha e nem tentar(não no show do endrah) dar meu stage dive e continuar assistindo o massacre. Destaques para "worms of envy", onde o novo vocalista Lincoln (araraquarense com orgulho) msotrou serviço e colocou o seu antecesor gringo literalmente no bolso. E destaque tambem para a oratória do batera Fernandão que cativava a galera ("vamo se matá, vamo da soco na cara mas com respeito!!!!"). E ainda bem que a proxima banda seria o Hatebreed, pois caso contrário correria o risco de passar em branco após o show do Endrah. Sobem ao palco então os donos da noite: Hatebreed! E sem piedade alguma os caras ja mandam "Doomsayer" que era para não deixar pedra sobre pedra. E foram pedradas atras de pedradas. Para foder com tudo mesmo! Teve "never let it die" de um lado, teve "a call for blood do outro", "Last breath" para lembrarmos que devermos espancar nossas mães quando a mistura do almoço não nos agrada e o cover do Slayer de "Ghost Of War" para nos incitar cada vez mais e mais a fazermos coisas erradas. E foi durante essa musica que eu sai de mim mesmo. A essa altura eu ja estava no gargarejo me esgoelando e sendo soterrado por tudo quanto é tipo de bunda que pulava do palco em direção ao publico, pois o stage dive havia sido liberado como ja estava previsto. E a próxiam musica, a ultima antes do encore, foi "live for this". Putaquepariu!! Eu despiroquei de vez. Tomei coragem e fui pro gargarejo de novo decidido a dar meu stage dive para morrer feliz e ter historia para contar de sobra. Segue abaixo o dialogo com o sujeito que me ajudou a subir no palco:
Sujeito: - AÊ IRMÃO!!! MUITO LOCOOOO!
EU:- FODA PACARAIO. SI FUDÊ !!
sujeito: CÊ QUER SUBIR LÁ NÉ??
EU:- .....!
sujeito: VAI LÁ MANOOO, EU SEI QUE VC QUER! VAI LÁ, EU TE AJUDO E FAÇO ESCADINHA!
EU: - É????!! UHUUULLLLLLLL!
E lá fui eu, subi ao palco, adrenalina comendo solta, caralho!! nao acreditava, eu no palco do Hatebreed! Subi, gritei : ..."you die for nothing!" bati nas costas do guitarrista novo e pulei.
E como pulei. Só que ao inves de ser carregado eu simplesmente...quiquei no chão. Mirei errado na hora de pular. Pulei em dois moleques magrelos que foram pro chão junto comigo. Eu consegui me levantar, todo arrebentado é verdade, mas os magrelos continuaram no chão. Espero que não tenham morrido. Lição de moral: Nunca de stage dive num lugar em que você não conheça ninguem. A não ser que vc seja uma menina. essas o pessoal brigava pra segurar. Resultado: banho de gelol na viagem de volta e um braço inteiro arrebentado por quase duas semanas. Isso sem falar em assistir todo arrebentado em companhia de meu brother Mon o bis que fechou a apresentação com Destroy everything(musica mais apropriada impossivel, o Jasta deveria ter oferecido ela pra mim) e "I will be heard".
Se eu me arrependo do pulo?? Nem fodendo. Se eu faria de novo uma loucura dessas? è provavel que sim. Eu não aprendo.
segue anexo o link do voo do rinoceronte branco (por volta de 1:12) que pelo video pelo menos pareceu que foi fodão. http://www.youtube.com/watch?v=tbgfxhSFNY4
Vitor Caricati virou dependente de Dorflex
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
A empreitada pelo cacau
A empreitada pelo cacau
Havia uma loja de doces na cidade, uma loja muito conceituada, seu dono era um casaquistanês chamado Vagner.
Nesta loja e apenas nela, podíamos encontrar um chocolate especial, chamado Lua, que possuía como brinde um pirocóptero.
Já era tarde da noite, caminhávamos pela rua, famintos e sedentos por um chocolate, mas principalmente pelo pirocóptero, que representava o âmago de nossa existência e arremetia-nos a nossa infância, a um sentimento nostálgico.
Chegamos ao local, uma bela loja de doces, com uma sinuosa e, ao mesmo tempo sombria fachada que dizia de maneira um tanto quanto sarcástica, porém sincera: ”Fechado”. Pensamos e não pestanejamos, logo percebemos que nosso destino ali se faria e para casa voltaríamos com os dentes envoltos em crostas do mais fino e almejado chocolate suíço.
Mas não contávamos com um pormenor de significante poderio amedrontador. A simpática faxada escondia por de trás de seu lúgubre aconchego a ira mortal de uma fera ceifadora de destinos. O cazaquistanes possuía um tigre de bengala de estimação. Pensamos então, que a fome não compensaria as calças sujas, tínhamos por nossas víceras apego maior que a necessidade de saciar nossas vontades, mas no entanto, não estávamos com intenção de desistir. Muito pelo contrario o desafio pela busca só nos entusiasmava. E aumentava nossa fome.
Porem, como se sucede em quase toda busca, as dificuldades estavam drasticamente latentes, e como toda situação pede uma solução, esta máxima se varia valer desta feita. Ao conjecturarmos nossas metas, calculamos que só existiria uma solução pratica para efetuarmos e atingir nossos almejos que não fosse uma mera armadilha, covarde e de fácil desfecho.
Foi então que intrepidamente pulamos o muro como jovens adolescentes sagazes ao encontro de nossas virgens namoradas, nos deparamos com criatura e criador ao lado de dentro, nos encarando de maneira vertiginosa, e deveras assustadora.
Vagner, o cazaquistanes dono da loja de quitutes, era diabético e não podia degustar do explendor das iguarias que vendia em sua loja, portanto, sentíamos o rancor em seus olhos pelos nossos atos de desespero em busca do deleite gustativo que tanto nos tentara e. Vagner , sem pestanejar deferiu palavras de baixo calão e atiçou o tigre de bengala até nossa direção. Não tivemos duvida em relação a atitude que deveriamos tomar: surramos o tigre e o dono da loja até a morte com nossos próprios sapatos.
Com a sede de vitoria saciada, adentramos a loja e tomamos posse do lugar, nos deleitando sem precedentes e sem temer o desfecho de uma historia que, mesmo com um desfecho um tanto quanto imoral, haveríamos de contar a todos nossos descendentes.
esse post na verdade é um control+c, control+v do meu primeiro trabalho desse semestre e foi co-escrito pelo meu grande amigo Leo com colaboração de meu outro grande amigo Wanner. Ficou bizarro e historias bizarras são legais e muitas outras estão por vir. Credito tambem ao grande Del Preston, pela inspiração e uso da metafora do assassinato do tigre de bengala.
post ao som de Tomahawk....god hates a coward
Vitor Caricati tambem é contador de historias
