A empreitada pelo cacau
Havia uma loja de doces na cidade, uma loja muito conceituada, seu dono era um casaquistanês chamado Vagner.
Nesta loja e apenas nela, podíamos encontrar um chocolate especial, chamado Lua, que possuía como brinde um pirocóptero.
Já era tarde da noite, caminhávamos pela rua, famintos e sedentos por um chocolate, mas principalmente pelo pirocóptero, que representava o âmago de nossa existência e arremetia-nos a nossa infância, a um sentimento nostálgico.
Chegamos ao local, uma bela loja de doces, com uma sinuosa e, ao mesmo tempo sombria fachada que dizia de maneira um tanto quanto sarcástica, porém sincera: ”Fechado”. Pensamos e não pestanejamos, logo percebemos que nosso destino ali se faria e para casa voltaríamos com os dentes envoltos em crostas do mais fino e almejado chocolate suíço.
Mas não contávamos com um pormenor de significante poderio amedrontador. A simpática faxada escondia por de trás de seu lúgubre aconchego a ira mortal de uma fera ceifadora de destinos. O cazaquistanes possuía um tigre de bengala de estimação. Pensamos então, que a fome não compensaria as calças sujas, tínhamos por nossas víceras apego maior que a necessidade de saciar nossas vontades, mas no entanto, não estávamos com intenção de desistir. Muito pelo contrario o desafio pela busca só nos entusiasmava. E aumentava nossa fome.
Porem, como se sucede em quase toda busca, as dificuldades estavam drasticamente latentes, e como toda situação pede uma solução, esta máxima se varia valer desta feita. Ao conjecturarmos nossas metas, calculamos que só existiria uma solução pratica para efetuarmos e atingir nossos almejos que não fosse uma mera armadilha, covarde e de fácil desfecho.
Foi então que intrepidamente pulamos o muro como jovens adolescentes sagazes ao encontro de nossas virgens namoradas, nos deparamos com criatura e criador ao lado de dentro, nos encarando de maneira vertiginosa, e deveras assustadora.
Vagner, o cazaquistanes dono da loja de quitutes, era diabético e não podia degustar do explendor das iguarias que vendia em sua loja, portanto, sentíamos o rancor em seus olhos pelos nossos atos de desespero em busca do deleite gustativo que tanto nos tentara e. Vagner , sem pestanejar deferiu palavras de baixo calão e atiçou o tigre de bengala até nossa direção. Não tivemos duvida em relação a atitude que deveriamos tomar: surramos o tigre e o dono da loja até a morte com nossos próprios sapatos.
Com a sede de vitoria saciada, adentramos a loja e tomamos posse do lugar, nos deleitando sem precedentes e sem temer o desfecho de uma historia que, mesmo com um desfecho um tanto quanto imoral, haveríamos de contar a todos nossos descendentes.
esse post na verdade é um control+c, control+v do meu primeiro trabalho desse semestre e foi co-escrito pelo meu grande amigo Leo com colaboração de meu outro grande amigo Wanner. Ficou bizarro e historias bizarras são legais e muitas outras estão por vir. Credito tambem ao grande Del Preston, pela inspiração e uso da metafora do assassinato do tigre de bengala.
post ao som de Tomahawk....god hates a coward
Vitor Caricati tambem é contador de historias

muitom bom!!!!
ResponderExcluirjá pensou em criar um blog somente com esses contos????
DUCARALEO!!!!
alguém ainda não sabe postar com imagem...rs!
ResponderExcluiria ficar legal ilustrar o texto com um pirocóptero!
:P
"surramos o tigre e o dono da loja até a morte com nossos próprios sapatos." -----> NICE
ResponderExcluirMuitos ainda estão por vir amigo Vitor!
ResponderExcluirEste ilustre semestre encontra-se apenas em sua fase embrionária!